
Resolvo estar a sós comigo mesmo
e dar vazão ao que sinto
e que até aqui acumulei
no corpo e no espírito.
Resisto apenas à cumplicidade
e ao álibi atenuante
dos atritos entre as áreas
restritas a lembranças, sonhos e medos.
Dirijo-me de imediato
ao mirante das ilusões
se me vejo afligido pela angústia
de padecer daquilo que de nenhum modo se deleta
ou pelo torpor evanescente nascido dentre os iguais.
Quero paz, não quero alívio.
Há ainda bastante sofrimento
nesse mundo que vislumbro.
Por ora, deixo o meu peito se encher de orgulho.
Uma disposição mental aprovável.
Um espírito voluntário.
Um caminhar entre cercas vivas.
Estranho o brotar da água
de onde se presumiria haver menos do que indício de mofo.
A vida rompe meus tendões como o fogo rompe
o que só por tensão de cisalhamento se corta.
Toda fortaleza desmorona
quando me permito olhar para dentro de mim.
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